segura
se o que temos é issoé isso que querose o que temos é minha raivaquando sobe e me deixase o que temos é queixae o que quero é o que temoo que temos é saudadeé issoo que temos, nós temosé nossose não temos, prontoteremosou nãose o que temos é medocansaço e passadovou querer isso tambémé meu cada passoteremos juntose juntos, separadoporque não consigo cansarainda não seinão me ensine, tenha calmanão saia andando na direção erradados pontos de ônibusentre a mensagem e a calçadahá tempos que tenho medode te perder em esquinana vergueiro, consolaçãoe principalmente na faria limapor isso, os mapasse o que temos, perdirecomecemosse o que temos é faltade água de chuva, de luz,de cebolinha pelo menosnunca vai serde temperosse o que falta é leituraou escritaeu arrumoa cama não seia louça talvezcom certa calma do nomeque eu dei desesperose o que tenho é um carinhofugidio meio tímido por entreteu gesto redondo de dançacom as mãos e a cabeçaou se é um cortador de ovoseu espero que aconteçase dele se faz música de madrugadaé isso que prefirojá que não cozinhamos nadase o que tenho é um gritopor causa de uma vírgula,dois verbos defectivos,redundâncias e metáforas,vivase o problema é cotejo,golpe no portãofilme z de tarde,eu esqueço e você sabese o problema sou euseguraque o problema agora é teumeu chapa
velhos não estamos
vou precisar de uma vida inteiravou precisar de meiacansei de me assustar com seu sustoveja que eu queria ser aquelae que essa frase rimasse com teu nomemas falha, falta e somecomo todo mundoeu não sei dormir alguém podia me ensinarmas não se aprende essas coisasnão a essa horavelhos não estamos, pelo contrárioque me digam seus vinte e poucos cabelosque me digam minhas tantas trintaminhocas na cabeçae as coisas pras quais nunca ninguémme diz o esqueçaque eu queria ouvir
lava-louças
Nas minhas tardes, as coisas funcionam de jeito diferente. Lavo todas as louças do mundo com rodinhos todos feitos de uma lâmina de EVA dupla, dobrada, por onde entra a sujeira, um resto de arroz cozido misturado a alguns grãos crus e vai ficando um tipo de limo mais líquido que parece saliva e a gente tem que pôr um pouco a mão ali dentro pra conseguir tirar e não sai totalmente, o que acontece é que ele entra mais e se acumula mais no fundo ali pra sempre. Enquanto isso eu também sou ímpia, ele quem sempre me lembra entre maneios de cabeça insatisfeitos e musiquinhas irônicas que existem para não serem ouvidas. Não serão, eu não ouvirei nada que fale por cima do meu tom de voz, eu grito mais alto, eu grito aqui. Aqui pode ser que seja só no meu teclado, na minha cabeça, nas minhas tardes de lavar louça, aqui quem manda sou eu. Se é assim, vai ser assim, até o dia em que bater o cansaço aqui. Ele vai bater e o dono da impaciência imperativa é você, então corre o risco, ele corre sempre sem fim, maratonista, mais resistente que rápido e corre ele assim, em direção a você mais que na minha. Porque eu venho aqui e quem manda aqui sou eu. Você só manda lá nas tardes de lavar louça, você só manda enquanto realmente conseguir me ferir contando e apontando os erros me fazendo a pele parecer uma roupa mal ajustada, de outra pessoa, sentada incoerente em qualquer lugar eu estou incongruente, o raio da palavra. Mas são só alguns minutos até que passe essa tarde e chegue a outra. Eu aceito porque ainda não tenho outra maneira. Minha vontade é assustar, minha vontade é amedrontrar e ser esse monstro, mas não é possível que você já não esteja completamente apavorado. Preciso me lembrar. Nas minhas tardes, quando estou com as mãos cheia de sabão e a xícara preta desliza como uma enguia me causando um espasmo de medo de derrubar e quebrar e o escorredor está todo cheio e meu nariz coça, no meu olho vem a lágrima que não chorei na cebola e não posso puxar a bermuda, de chinelo, bem horrorosa, com um esparadrapo já ficando amarelo com a mesma mão que apertei aquilo que comemos e a que você chama por PTS para não dizer o que não é carne. E não é mesmo. Está tudo soltando, como deve soltar-se o corpo inteiro caso consigamos soltar a costura que amarra o umbigo por dentro, solta-se tudo e ficamos como nos sonhos podendo virar, de repente, uma árvore, outro parente, aquele moço. Hoje chorei apertado e doído mas não foi por você e ao mesmo tempo sim. Me lembrei do azedume meu, da minha falta de paciência e humor flutuante quando chegava eu e o outro estava aqui, sorridente, feio ou lindo, estava sempre aqui. Às vezes tinha cozinhado, às vezes comprado uma coisinha e tomando cerveja com algum amigo, mas sempre me sorria, me beijava, me contava uma piada que me deixava mais pra cima como que para compensar a tristeza que ele mesmo me trazia e sabia tão bem. Assim faço eu a você. Não podendo ser tudo que me exige, nem metade, mas ainda tentando, aceito as grosserias sorrindo porque sei da dor profunda que sente ainda, porque sei como ainda tem medo que eu vá, de ficar, porque de alguma forma um medo gigante paira por aqui. Também para mim, também é assim. Então vamos.
viagem intergaláctica à pôr do sol, meio dia
Ao custo de muito café e cigarro animigos psicografei o esboço todo do meu anteprojeto, ou seja, escrevi de início calma, pensada e pausadamente e no final fui usando minha (e de todos) famigerada escrita automática pra ver se terminava logo e porque a clareza mental imensa que vem no começo na manhã da noite não dormida, ao chegar ao meio do dia começa a ser delírio solar.A vontade era chorar ou tomar banho, mas tive que insistir, depois de escrever tanto sobre o espaço público como eu ia lá chorar no banho? Os conflitos se resolvem na rua e coletivamente, havia dito eu poucos parágrafos atrás já meio trêmula e com estranhos (pros outros) tiques nervosos no ombro esquerdo e espasmos generalizados.Olhos regalados pelas visões e audições dos amigos em expedição gráfica enquanto redescubro as verdades da mexerica, esse universo.Calça cheia de bolsos. Bloco, caneta, 4 cigarros, isqueiro e chave. Água bebe antes, pode até ser uma coisa a tentar fazer na rua, banheiro idem. Em banheiro nem pensei, hoje, na real, já tinha pensado demais nisso e tive meu pobre coração despedaçado no processo.Já nas lonjuras da nazaré começa a surgir a dúvida de pra onde ir. O primeiro impulso foi seguir pela rua que dá na praça das árvores de dreads subíveis, onde sempre pude me disfarçar como personagens de desenho animado em moitas, mas logo vi que não era lá.Devia e poderia ser vergonha uma pessoa tentando escrever algo do naipe que estou ainda não saber chegar à pôr do sol mas é o que é. Tudo que escrevo e pretendo, faço por mim, antes de tudo, porque me serve, carapuça sob medida.O que me levou à subida mais acertada na direção foi saber que era subida. A engasgada que o carro havia dado ali antes e a tua respiração, é, a tua mesmo, bem forte economizando sílabas de reclamação. Vamos subir.Nessa confusão de pra lá ou pra cá, no meio da avenida, a confusão já é geral, passamos despercebidos por pedestres assustados fugindo de carros e ninguém estranha.A entrada na segunda depois da camillo sei lá é que me deixou com vontade de seguir na rua errada só pra não ter que voltar diante dos olhares sanguinários dos vigias. OK, não é piada que se faça, mas me parece que eles, nas ruas são as das poucas pessoas que observam e se perguntam. Quase todo mundo já sabe o que está indo fazer e diante de uma rua onde só se anda levando coleiras por entre plantas construídas e só se pára com mangueiras, vaps, pincéis, vassouras, catálogos da avon e uniformes, titubeação levanta dúvidas e suspeitas, apesar de ser eu uma mina. Ou principalmente por isso, sabe lá.Fico com vergonha tremenda de não andar com segurança pra lá e pra cá como tantos. E um instinto mortal me faz querer continuar com a insegurança indisfarçável pelo caminho incerto. Às vezes pode ser bom, mas hoje queria ir lá, sabe?Passando na frente do hospital, um pouco mais de vida se manifestou. Trailer de cachorro quente, gente conversando, ponto de táxi com gente embasbacada olhando pra tv, conversa, amarração de tênis na calçada, entra, sai, criança, mãe, adolescente. Fiquei pensando quantas pessoas da américa poderiam entrar - entrar mesmo - lá e se era certo usar o nome panamericano caso não fosse tanta gente. Acho que é pra cá.De novo a subida como indicação e me pergunto quem será que foi o arquiteto Jaime Fonseca. Tento dar meu próprio tempo ao atravessar a rua, alguns carros são implacáveis, nos outros há pessoas dentro. Despontando ali no primeiro quadrante do meu olho (minha visão é na verdade oval) vi um suporte de balançaaaa e um assento de gangorraaa. Primeira coisa que pensei é, vou subir aí, sentar aqui com meu bloquinho. Quando tiver alguma coisa pra escrever. Vai ser lindote.Tudo meio vazio, grama meio suja. Fui indo em direção ao caminho do cimento (quantos não pise na grama já lemos por aí, na vida? e grama costuma crescer onde?) na direção que ia, estava Antônio. Ainda não sabia, claro. Cheio de bolinhas vermelhas na mão, já de longe me ofereceu uma. Ri aquela risadinha de gente besta (ah estou de regime ditatorial, o cachorro comeu minha lição, minha mãe me disse que, olha quanto pau seco no chão) fui chegando mais perto e vi que eram pitangas e que elas cresciam ali mesmo e que ele tinha várias e tinha não só me oferecido, mas insistia, como minha própria mãe fazia. Eu quero uma sim, brigada. Que delícia de pitanga azeda. Fato, não poderia ser melhor. O gosto da pitanga era o mais sério ali. Joguei minha semente no chão e dei uma pisadinha pra entrar, ele me olhou meio censor. E logo veio Francisca. Mais gente foi chegando, rolou um aeromodelismo sem motor em direção à rua que deixou todos correndo atrás da fronteira. Antônio foi correndo junto oferecendo pitanga ao que sobrou. Vi uma cara de dúvida e de longe fiz um joinha. Mais de duas pessoas comendo não deve dar errado. A gente devia ter medo é de hambúrguer, não de pitanga, mas a vida é curiosa e eu mesma... lálálá.Conversamos os três alguns segundos e fui seguindo meu caminho. Agradeci pela chance das pitangas e disse que talvez não tivesse comido se não tivesse recebido assim tão legal.Continuei andando ao longo dos bancos, dos caminhos, ousava um gramínea quando em vez e fui procurando o que me atraísse. Não queria me aproximar das atividades alheias onde não fosse desejada. Achei quase no final uma espécie de precipício, parecia, com uns quadrados de cimento lado um metro com beiradinha de sombra de árvore. Vou sentar ali é agora e já sacar minha bloquinha pra dar uma de quem tá fazendo alguma coisa:1a saída pça por do sol dúvida da rua vinha de medo de parecer em dúvida. Medo de parecer que não sabia onde ia. Isso não é pra dar medo. Sanada instantaneamente. Despreocupação c/ desconfianças dos olhares alheios. Quase todo mundo que está na rua está trabalhando. Pássaros. Casas cuidadas. Perto do Hospital gente e comércio_.Cheguei pela cidade alta e lá no elevador lacerda do meu precipício encontrei com Antônio e Francisca que tinham vindo pela cidade baixa. Você aqui? Quer mais pitanga? Desenhamos Nina e seu colega do vizinho. Quem é vizinho? Quem é você?Analisei então os objetos-lixo ali em volta. Tampa de requeijão, uma meia, copos mais longe e cheiro de mijo bastante próximo. Levantei e seguimos.Ele tem problema e só conseguiu andar aos três anos, ele está achando que você é Manu, uma amiga que tem o cabelo assim, ele tem dificuldade, ele tem isso, ele tem aquilo. "Ele só não tem é medo de pitanga, gente e conversar." Desenhos distribuídos de acordo com a propriedade intelectual de acordos informais estilo CC caso 3, seguimos, cada um pra seu lado. 247 passos à frente me gritou tchau, e ganhei além do dia, a semana toda.Aí pude fumar.Fumei voltando já desenvolta na gramínea, até arrisquei uns barrancos acima passando por garis que estavam ali tão sentados quanto todo mundo. Achei foda (foda=bom, no caso de dúvida) porque interessam menos os lugares ocupados pelos lixos que existem de qualquer maneira e ocupam aaqui ou ali que os lugares ocupados pelas pessoas, especialmente os garis, que juntam-se aos vigias e aos carteiros em suas observações.O cara debaixo da árvore me disse show de bola e meu casaco caiu.Tentei olhar para a dona da coleira, mas ela não teve coragem suficiente e resvalei pro terceiro quadrante. Motoboys abandonavam motos por alguns segundos e falavam ao telefone deitados, outros dixavavam.Na volta ainda passei pela balança e pela gangorra mas os aeromodelistas sem motor estavam ocupando tudo e já era hora de embora. Ainda consegui apagar a bituca antes de dar mau exemplo, sorrimos na abcissa e desci pelos princípios de imagens que me trouxeram: ponta da gangorra, arquiteto jaime, rua perigosa para gente sem carro, rua galvão sei lá. Putz cortei até um caminho, ó. A segurança foi de novo se instalando nas imediações da vizinhança. Um caminhão de gás helio não sei se me dá uma passagem ou pro carro, evitei cruzar olhares. Evitar cruzar olhares com agrupamentos de homens mais que um é uma constante na vida de muita mina, inclusive a minha. Burrice nossa que não aprendemos a fazer alguma coisa. Próximo passo: parar de evitar isso e criar uma situação de reversão desse medo de ter a bunda olhada porque vai acontecer. E quem sabe cruzando olhos uma comunicação melhor aconteça. Menino e mochila e boné indo pra escola e eu nos assustamos um com outro na esquina de flor rosa com espeto pra afastar os outros e de volta à nazaré. Passei pelo posto, tentei cumprimentar o moço, mas não chegou a me ver. Carro com chantili, portão do vizinho sempre aberto como o meu, um dia entro na casa dele, porta, sala, água, banheiro, escada, computador.
xixi
Mas eu não tinha decidido essa merda justo por isso? Pois então foda-se. Ontem sonhei com um chapéu bem engraçado e meio idiota, um chapéu feliz e estava tudo bem. Ontem enquanto fui ao banheiro uma moça estava cantando essa música:eu te vejo ressonando o meu sono foi emborapela cama estou rolandosem dormir até agorae teu corpo delicadoeu não canso de adorar bise não durmo sossegadoso para te ver sonharsonha sonha minha amadaem teu sonho quero estasonha que es uma fadaque eu vou te desencantarsonha sonha minha amadaso comigo e tudo bemmas acorde nun estantinhose sonhar con outro alguém,E eu estava achando a coisa mais linda do mundo, estava sim, ela não sabia direito a letra e só sabia a parte do sonha sonha minha amada, a próxima frase ela também não sabia, dava um enrolada laralilá e dizia sonha que és uma fada, eu é que vim procurar a letra na internet. Tem tudo na internet, já te contaram? Bom, pois lá estava eu fazendo um xixi muito transparente e feliz em pé naquela privada que me deixa extremamente curiosa porque não tem o assento, só tem a tampa e gostaria muito de saber se fechada aquela tampa ela entra dentro do vaso ou não entra mas não ia testar pra não sujar tudo e rebostear o banheiro e estava lá toda feliz, acertando todo o xixi transparente bem dentro do vaso, filosofando sobre a tampa, achando linda a moça cantando quando a moça do banheiro me falou bem brusca assim vai demorar muito aí? e aí eu me mijei na perna toda, claro e disse não, já tô saindo, só tô fazendo xixi.
espelho
Mas só ainda?Duro. Conviver com quem achava que tinha, não sabia, achava que tinha e perdeu, havia, não sabia, achava que sabia e perdeu o mundo. Éramos dois. Achava que tinha começado e me vem justo essa dor aquela subindo a heitor, do pão nojento de catupiry, vem bem ela agora, tão específica no que quer dizer e onde acontece. Acontece aqui, bem aqui e quer dizer não há mundo.Houve, um, dois, mas não há e se sabe que não havia.Pior seja talvez ainda achar que há e nem por isso me solidarizo como se eu estivesse já fazendo muito estando viva e convivendo com tantos cabides, são muitos e sinto de novo profundo também por você porque sabe que não há mundo mas tenta.Não há que ter ninguém nada que entristeça fora o que escolheu pôr dentro porque sei que tenta só aí e aqui fora não há sinal nenhum, não vejo e ninguém já ninguém jamais viu nem verá mas tenta porque ainda está.Ainda tem vez em que enxerga longe, eu vejo também, parece, redondo, umas vezes azul, outras cinza, parece tanto e está longe, não dá mesmo pra ver, mas queremos sentir que se sente, mas queremos reações tanto que elas aparecem químicas em pequenos tubos azul e branco e formam as linhas horizontais e verticais todas de tanto querer que formamos ali no longe ele pequeno parecendo que gira, parecendo que em torno de alguma coisinha que brilha, parece e parece de tanto tentar e acaba parecendo e vendo.E não há nada.Talvez, cabides, há coisas, mas não há nada porque seria o mundo, se houvesse. Há outras coisas e essas coisas não são o mundo, são apenas as vidas que agora flutuam no que não há e lavam as facas ácidas pensando absurdos que são tão comuns por aí nesse mundo que as facas enferrujam de tanta acidez, afta, as bocas, não há como aguentar mas insistem de puro medo de se olharem no espelho cada um ou olharem um pro outro cada um e dizerem não há mundo.Mas depois na memória tudo se parecerá com ele.
cebola
O não-feito me deixa parando pairando pela casa. Meu grito encerrou aquela mangueira que esguichava água sem fim e ainda foi tão sem querer. Só escuto cada coisa da rua quando ela pára. Tiveram a coragem. Depois de tanto dilúvio, agora está tudo relativamente calmo. Aqui dentro dessa casa, nós todos estamos tremendamente calmos, distantes de deslizamentos e nem mesmo saberíamos do que se passa caso os próprios amigos não tivessem vindo se refugiar, passa que a água é muita, brota do chão, do filtro, do teto, do céu, da janela, dos olhos. Estou apaixonada pela cebola e suas cebolinhas. Minha vontade é desenterrá-la e poder ver como é que tudo funciona ali embaixo mas nessa vontade de enxergar o funcionamento das coisas matamos a vida inteira, que me digam os filósofos de suas façanhas. Tuas camisas, mesmo depois de lavadas ainda têm cheiro de amêndoa e começo do feito me deixa doida de escrever. Só faltam 10 páginas de um e 111 menos 83 de outro. O espinho que pisei no dia em fui mexer na macumba dos outros está vindo para me rememorar e me mostrar que uma parte dele ainda está aqui, depois de um ano. 28. Quem é que disse que podemos confiar nas calculadoras? Preciso urgentemente ir embora e não sei onde começar e como te deixo aqui sòzinho? E você nem está, provavelmente correndo ouvindo as músicas que ninguém mais consegue e os silêncios de tantos intervalos como se o que houvesse entre eles fosse coisa. Pelo menos dessas que se podem contar. Que coisas são essas que eles parecem saber e se entreolham contando secretamente em quase invisíveis viradas de olhos? Eu não sei.